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12/11/2018 09:27

Maioria vê taxação do agronegócio com simpatia e cautela

Apenas 3 dos 14 novos deputados da Assembleia Legislativa não são simpáticos à ideia de taxar o agronegócio, ambos têm base eleitoral em regiões em que esta é a principal atividade econômica. Outros 8 novatos acreditam que a questão pode ser debatida ao longo do ano e a veem como uma alternativa viável para os problemas financeiros que Mato Grosso enfrenta, ainda que peçam cautela na avaliação do tema.

A necessidade de aumentar a arrecadação do Estado é um principais motivos que tem preocupado os parlamentares. O agronegócio, um dos setores que paga menos impostos, tornou-se a partir de então um dos “alvos” dos novos eleitos. Mas nem todos aceitam a taxação de pronto, seja ela qual for. A maioria dos deputados prega “cautela” e diz que o tema ainda deve ser discutido exaustivamente.   

“Eu sou 100% a favor”, diz entusiasmado Thiago Silva, um dos mais enfáticos em fazer a defesa da taxação. “É o setor que mais tem lucrado no Estado e se o [governador eleito] Mauro [Mendes] não fizer isso, provavelmente vai ter as mesas dificuldades que o governador Pedro Taques (PSDB) teve”, continuou.   

Há quem veja a situação com menos certeza. Na avaliação destes, a taxação teria de ser estudada com cuidado, para evitar que o setor tenha queda na produtividade e caia de rendimento ao longo dos anos o que, no final das contas, teria efeito inverso do desejando, reduzindo a receita de arrecadação do Estado.   

“Estou estudando e discutindo o assunto. Somos de uma região predominantemente do agro, então, temos que ter muita firmeza. Vamos ver o que o que o governador Mauro Mendes vai adotar para não nos precipitarmos”, avaliou o parlamentar. Para ele, uma reedição do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) poderia substituir uma eventual proposta de taxação.   

 Entre aqueles que rejeitam a ideia predomina o discurso de que o agronegócio é o único setor da economia que tem sobrevivido a tempestuosa crise econômica que Mato Grosso e o Brasil têm passado ao longo dos últimos anos. Além disso, os produtores são responsáveis pela geração direta de emprego e renda no Estado e a criação de um mecanismo para aumentar impostos poderia frear estes resultados positivos.   

 “Sou produtor sei que, se tem alguém que produz muito, não é demérito dele. Esta ideia de que não pagamos nada não é bem assim. Produtor tem que atender ao CAR, tem que atender a reserva que ninguém paga para preservar, tem ITR, tem uma série de cobranças”, lamenta o ex-prefeito de Nova Lacerda, Valmir Moretto. “Quanto mais você taxa, mais você desestimula o produtor a trabalhar”, conclui.

 

Fonte: Gazeta Digital 


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