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12/11/2018 09:12

Mendes admite taxar o agro: “Não posso olhar apenas um setor”

O governador eleito Mauro Mendes (DEM) admitiu que poderá taxar o setor do agronegócio em Mato Grosso, que atualmente é beneficiado pela Lei Kandhir e não paga ICMS sobre commodities exportadas.

A taxação é defendida por vários aliados de Mendes, além de outros segmentos do Estado que apontam essa medida como uma forma de o democrata “encontrar dinheiro novo”.

“Estou avaliando [a taxação] sim. Estou aqui para administrar Mato Grosso olhando para todos: servidores, cidadão, contribuinte, o setor do agro, o social, as estradas, escolas, segurança, saúde. Não posso olhar individualmente ou exclusivamente determinado setor”, disse Mendes.

Tomar decisões é olhar o contexto, o conjunto. Fazer aquilo que é melhor para o conjunto e não para segmento A, B ou C

“Tomar decisões é olhar o contexto, o conjunto. Fazer aquilo que é melhor para o conjunto e não para segmento A, B ou C”, acrescentou.

Ao afirmar que avalia a medida, o governador também disse estar preparado para enfrentar resistência do setor.

Mendes afirmou que se candidatou a governador tendo uma "razoável consciência" das dificuldades que teria que enfrentar.

“Não entrei enganado, existe uma série de problemas, mas farei meu papel. Vou mostrar a verdade, mostrar a dura realidade. Todo mundo tem que colaborar para sairmos desse buraco”.

“Estamos atolados, com grande dificuldade, e cabe a todos contribuir para sairmos dessa crise. Farei a minha parte e espero que todos façam a sua”, afirmou.

De todo modo, o governador eleito disse que ainda está se debruçando sobre os números do Estado e os dados que mostram, por exemplo, valores que Mato Grosso deixa de arrecadar com sonegação de impostos.

“Por enquanto estamos analisando todos os números do Estado. Não gosto de falar preliminarmente sobre nada sem conhecimento. Não estamos mais em campanha, nem em campanha eu agia dessa forma, muito menos agora que tenho a responsabilidade de conduzir Mato Grosso a partir de 1º de janeiro”, disse.  

Barrar despesas

Mauro Mendes afirmou que, além de incrementar a receita, buscará caminhos para controlar as despesas, sob pena de novos valores arrecadados pelo Estado serem utilizados somente para cobrir déficits já existentes.

Entre medidas que pretende tomar, ele já antecipou corte no número de servidores comissionados, além de fusão e/ou extinção de secretarias.

“Aumentar receita é uma possibilidade, mas não adianta aumentar receita só para cobrir despesas já criadas, porque aí Mato Grosso vai continuar devendo hospitais, devendo estradas. Existe um rombo na Previdência de R$ 1,5 bilhão. Só pra pagar esse rombo tem que arrumar esse montante”, disse.

“Vamos trabalhar sim e muito para melhorar as receitas e temos que trabalhar muito também para segurar despesas. Se não, vamos arrumar dinheiro novo só para tampar buraco velho”, concluiu.

Fonte: Mídia News


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